Sabe
aquela tarde gostosa, quando está em casa e aproveita para entrar no seu
FaceBook atualizar seu status ou então dar aquela conversada com os amigos no
WhatsApp, postar fotos de você ‘marombando’ na esteira que tem ali naquele
quartinho fechado? Pois então, se você sabe do que estou falando, você utiliza
muito dos meios tecnológicos da atualidade e caso não tenha percebido logo no
início do texto eu disse, “aquela tarde gostosa, quando está em casa” você nem
deve ter percebido a tarde gostosa de tantos momentos ‘bons’ que tem ou teve na
frente de seu computador, seu smartphone, você pode estar perdendo uma das
maiores felicidades não fictícias, ao invés de trocar aquele papo com seus
amigos no WhatsApp porque não sair com todos eles para fazer um lanche ou tomar
aquela ‘bera’ geladinha ou dar uma volta e conhecer pontos da sua cidade que
nunca visitou? Existe muitas coisas lindas que ainda não foram descobertas por
você, porque gastar dinheiro em uma esteira se o mundo lhe serve melhor que
qualquer esteira que se possa comprar. Pare pra pensar se um status atualizado
vale mais que o bem estar e liberdade proporcionado pelo chão onde pisamos cujo
em quatro paredes nunca se encontra.
As tecnologias proporcionadas para o
nosso conforto e segurança são muito boas e muito eficientes, na medicina as
tecnologias têm feito milagres e literalmente salvando muitas pessoas, estes
avanços tecnológicos são observados não só na medicina, mas em tudo, porém é
preciso fazer um balanceamento das coisas, todos temos de parar e pensar até
que ponto a evolução das tecnologias fazem bem para as pessoas, pois afinal as
tecnologias são feitas por nós para nós mesmos. Um bom exemplo desta alienação
involuntária é citada na matéria de 2011 do site G1: “Um homem morreu na China
depois de ter passado três dias seguidos jogando em um cybercafé da região de
Pequim, sem dormir e praticamente sem comer, informa a imprensa local. ”, peste
atenção que eu não estou dizendo que jogos estão viciando e matando as pessoas,
eu particularmente sou um admirador de jogos e gosto muito, mas o sentido disso
é que as pessoas estão perdendo a noção do que é bom e é ruim.
O
capitalismo querendo ou não é uma grande influência neste quesito, pois
estimula diretamente o consumo de mais e mais conteúdos eletrônicos, e a
natureza onde fica? E o contato com as pessoas? Só o que falta daqui alguns
anos inventarem um relógio que faz hologramas de ‘emoticons’, ai quando
encontrar uma pessoa na rua e começar a conversar você mostra umas carinhas pra
ela. Não se pode viver a vida inteira trancado entre quatro paredes, senão de
que valeu viver? Ser sedentário não vale apena vão por mim.
Aproveite
mais os seus finais de semana, saia passear com seu cachorro, aliás ele vai
amar isso, e se não tiver um cachorro adote um, com certeza irá mudar sua vida,
tire aquela bicicleta empoeirada da garagem e vá dar umas voltas sem rumo nem
hora pra acabar, pegue aquele tênis de corrida que usava antes da ‘barriguinha’
e saia dar uma volta em um parque, prove coisas novas, pegue um livro aleatório
na biblioteca e sente-se debaixo de uma arvore para desfrutar do momento, sinta
a adrenalina reviver o seu corpo, salte de Bungee Jumping, pelo menos para
saber a sensação e contar suas loucuras para seus filhos. Não deixe a sua
vitalidade se perder em frente a uma tela, não deixe seu trabalho destruir
você, extravase sua noite com uma visão da lua, aproveite para conhecer a
mulher da sua vida, ou fazer novas amizades, aprenda a tocar um instrumento e
pare na calçada para tocar e ver a reação das pessoas, mate suas curiosidades
por conta própria e não pesquisando no Google, senão qual é a graça de viver?
Siga a real felicidade e eu lhe garanto meu amigo, você nunca mais sentira um
dia de tédio em frente a sua tela.
Tiago
Alves dos Santos, autor principiante desde 2013